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	<title>Psicologia &#8211; CEMER Caldas Novas</title>
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	<description>Centro Médico Rezende</description>
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		<title>PROGRAMA FRIENDS DE PREVENÇÃO À DEPRESSÃO E À ANSIEDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[welcomemidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2015 01:57:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
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					<description><![CDATA[Você sabia que no ano de 2030 a Organização Mundial de Saúde estima que a DEPRESSÃO será a doença mais incapacitante do mundo? Além disso, será a doença que mais gerará custos em tratamentos com medicação e terapia, além de afastamentos do trabalho e perda de rendimentos. Além disso, se você como pai ou mãe [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que no ano de 2030 a Organização Mundial de Saúde estima que a DEPRESSÃO será a doença mais incapacitante do mundo?<span id="more-2010"></span><br />
Além disso, será a doença que mais gerará custos em tratamentos com medicação e terapia, além de afastamentos do trabalho e perda de rendimentos.</p>
<p>Além disso, se você como pai ou mãe já tiveram depressão a chance de seu filho também ter aumenta em número considerável, sendo que a mesma tem influência de conteúdos genéticos, além de ambientais e cult<span class="text_exposed_show">urais.</span></p>
<div class="text_exposed_show">
<p>Que tal começar pela PREVENÇÃO?<br />
No programa Friends seu filho aprende estratégias para se tornar um adulto saudável e resiliente (capaz de superar as adversidades/problemas da vida).</p>
<p>Proporcione saúde emocional ao seu filho!!!</p>
<p>O programa Friends tem como objetivos centrais a promoção de saúde e prevenção de depressão e ansiedade na infância.<br />
Além disso, oferece informações para que os pais saibam identificar os primeiros sinais de desgaste emocional do seus filhos e ensina habilidades que podem ser empregadas para ajudá-los a enfrentar situações desafiadoras, desenvolvendo filhos resilientes emocional e socialmente.</p>
</div>
<p>O programa <strong>FRIENDS</strong> foi criado para auxiliar crianças e jovens, em níveis adequados de desenvolvimento, a aprender habilidades e técnicas importantes para lidar, e até mesmo vencer a depressão e também a ansiedade. O simbolismo da palavra AMIGOS é baseado nos seguintes princípios:</p>
<ol>
<li>A palavra <strong>AMIGOS</strong> ajuda crianças e jovens a recordar cada uma das habilidades ensinadas ao longo do programa.</li>
<li>Nosso corpo é nosso <strong>AMIGO</strong> e nos diz quando estamos nos sentindo preocupados ou nervosos, nos dando pistas.</li>
<li>É importante a criança aprender a ser sua própria <strong>AMIGA</strong>, recompensando- lhe quando ela se esforça.</li>
<li>É importante fazer <strong>AMIGOS</strong>, para que possamos construir a nossa rede de apoio social e nos sentirmos mais felizes.</li>
<li>O programa <strong>FRIENDS</strong> pode reforçar a dinâmica familiar e as competências parentais, pois as habilidades de enfrentamento são praticadas diariamente em casa.</li>
</ol>
<p>O <strong>FRIENDS</strong> é um programa inovador baseado em pesquisas e com uma forte base teórica. O modelo teórico para a prevenção e intervenção precoce de ansiedade e depressão engloba processos de relacionamentos (emoções), fisiológicos (corpo), cognitivos (mente) e de aprendizagem (comportamento) que interagem no desenvolvimento, na experiência e na manutenção da ansiedade. Muitas das habilidades e técnicas ensinadas durante as intervenções que estão associadas a essas quatro áreas tem sido amplamente utilizadas na prevenção e no tratamento dos transtornos  em crianças e jovens.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é ANSIEDADE???</title>
		<link>https://www.cemercaldasnovas.com.br/o-que-e-ansiedade/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-que-e-ansiedade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[welcomemidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2015 13:05:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; A perspectiva da abordagem cognitiva diz-nos que a ansiedade tem a origem nos nossos pensamentos&#8230;. nós interpretamos os acontecimentos e as situações, dando-lhes significados que nos fazem sentir nervosos e preocupados. A ansiedade é positiva, até um certo grau, porque nos permite preparar e ultrapassar alguma situações difíceis. Por exemplo, o atleta que aguarda [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A perspectiva da abordagem cognitiva diz-nos que a ansiedade tem a origem nos nossos pensamentos&#8230;.<span id="more-1997"></span></p>
<p>nós interpretamos os acontecimentos e as situações, dando-lhes significados que nos fazem sentir nervosos e preocupados.</p>
<p>A ansiedade é positiva, até um certo grau, porque nos permite preparar e ultrapassar alguma situações difíceis. Por exemplo, o atleta que aguarda o sinal de partida numa corrida fica mais atento para o início da prova.</p>
<div class="text_exposed_show">
<p>Quando experienciamos ansiedade, é difícil especificar aquilo que a provoca: ela é uma resposta a um perigo vago, distante ou mesmo irreconhecível. A ansiedade afeta todo o organismo: é uma reacção fisiológica, comportamental, emocional e psicológica.</p>
<p>A um nível fisiológico, os sintomas podem ser desde batimentos acelerados do coração, tensão muscular, transpirar nas palmas da mãos e pés, respiração rápida e boca seca e dores de cabeça ; a um nível comportamental, a ansiedade pode prejudicar e afetar bastante o nosso comportamento, como a expressão oral (&#8220;ter uma branco&#8221;), o desempenho desportivo e escolar ou lidar com situações simples do dia-a-dia. Psicologicamente, é um estado subjectivo de apreensão, medo ou preocupação, que em casos extremos pode levar a pensamentos como &#8220;medo de morrer&#8221; ou &#8220;medo de enlouquecer&#8221;.</p>
<p>O problema surge quando a ansiedade é excessiva (devido à sua intensidade, frequência e duração no tempo) ,acabando por bloquear o raciocínio e o desempenho nas situações e perturbar as atividades cotidianas. Neste caso, pode provocar sofrimento, um pior desempenho das atividades diárias (&#8220;algo horrível vai acontecer&#8221;, &#8220;não me consigo concentrar&#8221;) e prejudicar o sono e as relações pessoais.<br />
Um ato relativamente inofensivo como entrar em um elevador ou estar perto de uma varanda num andar elevado pode ser vivido com muita intensidade e sofrimento para quem experimenta um transtorno de ansiedade porque avalia a situação com uma elevada probabilidade de ocorrência de um acontecimento negativo ou mesmo catastrófico.</p>
<p>Enquanto que o medo pode ser uma reação adaptativa do organismo quando nos prepara para um perigo real (por exemplo, se virmos um urso a caminhar na nossa direcção, o coração começa a bater mais rapidamente, bombeando mais sangue, para melhor podermos fugir dessa situação) e desta forma protegemo-nos dos perigos reais, na ansiedade patológica há uma avaliação exagerada de um perigo em situações relativamente inofensivas: um simples encontro social vai ser interpretado pelo fóbico social como uma situação humilhante, embaraçosa e vivida com muita ansiedade e apreensão.</p>
<p>A questão aqui é avaliar se estamos diante de um perigo REAL! Na maioria das vezes, nossas distorções de pensamentos nos faz imaginar uma situação perigosa e a ansiedade se torna inadequada levando ao sofrimento.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DEPRESSÃO: quando os pensamentos se tornam um ciclo vicioso</title>
		<link>https://www.cemercaldasnovas.com.br/depressao-quando-os-pensamentos-se-tornam-um-ciclo-vicioso/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=depressao-quando-os-pensamentos-se-tornam-um-ciclo-vicioso</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[welcomemidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2015 15:43:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[A Depressão é caracterizada por sentimentos de tristeza, desalento, pessimismo&#8230; e uma perda geral de interesse pela vida, combinados com um sentimento de mal estar físico e de incapacidade generalizada. A maioria das pessoas experimenta estes sentimentos como reacção normal a um dado acontecimento (ex: luto). Mas se a depressão ocorrer sem causa aparente ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Depressão é caracterizada por sentimentos de tristeza, desalento, pessimismo&#8230;<span id="more-1958"></span> e uma perda geral de interesse pela vida, combinados com um sentimento de mal estar físico e de incapacidade generalizada. A maioria das pessoas experimenta estes sentimentos como reacção normal a um dado acontecimento (ex: luto). Mas se a depressão ocorrer sem causa aparente ou é demasiado profunda ou persistente, é necessário recorrer a ajuda especializada.</p>
<p>Os sintomas variam com a gravidade da doença. As pessoas deprimidas têm, em geral, uma visão negativa de si próprios, do seu ambiente e do futuro. Percepcionam-se como não tendo valor, inadequados, indesejáveis e deficientes (Young, J.; Beck, A. , Weinberger, A. 1993).</p>
<p>Na depressão ligeira, os principais sintomas são ansiedade e um humor instável e por vezes, crises de choro sem razão aparente. Numa depressão mais grave, os sintomas podem ser falta de apetite, dificuldade em dormir, falta de interesse e prazer nas atividades sociais, sensação de cansaço e falta de concentração. Os movimentos e o raciocínio podem tornar-se mais lentos; em alguns casos a pessoa torna-se mais agitada e ansiosa. As pessoas gravemente deprimidas podem ter ideias de morte e/ou suicídio e alimentar sentimentos de culpa e de inutilidade. A intensidade dos sintomas pode variar com a altura do dia. Em geral, os deprimidos sentem-se melhor à medida que o dia avança, mas em algumas pessoas os sintomas pioram à noite. Se a depressão não tiver tratamento, os sintomas os sintomas tornam-se cada vez mais evidentes. A pessoa pode retrair-se completamente e passar a maior parte do tempo na cama , isolada de tudo e de todos.</p>
<p>As causas podem ser de vária ordem, desde algumas doenças físicas (infecção viral) ou desordens hormonais. A hereditariedade (genética da família) pode ter o seu papel. Mas além das causas biológicas, são fundamentais os factores sociais, ambientais e relacionais. As crises depressivas estão muito relacionadas com acontecimentos perturbadores (falecimento de ente próximo, desemprego, etc) e com fases críticas do ciclo vital da pessoa (adolescência, maternidade, velhice).</p>
<p>Tratamento da depressão</p>
<p>O tratamento, com terapia cognitivo- comportamental, que realizamos, é muito eficaz para as pessoas cuja personalidade e experiências de vida são a causa principal da doença. A este tipo chamamos depressão reactiva (porque o indivíduo reage a acontecimentos perturbadores). Nestas circunstâncias, a pessoa pode ter uma menor capacidade para lidar eficazmente com situações problemáticas, como a morte de pessoas chegadas, o divórcio ou a separação, a perda do emprego ou problemas graves de saúde. O apoio psicológico é fundamental, que pode variar desde uma abordagem informal ou orientada para a solução dos problemas ou até às abordagens mais estruturadas de uma terapia cognitivo- comportamental, dependendo da personalidade e das problemáticas do indivíduo. É fundamental a escuta ativa e empática do psicólogo, onde o indivíduo pode conversar livremente, sem pressões e sem ser julgado.</p>
<p>Segundo as recomendações da Associação Americana de Psiquiatria, uma combinação de terapia cognitivo- comportamental com medicamentos é mais eficaz do que apenas medicamentos. Esta associação ainda recomenda como tratamento de eleição para a depressão ligeira a moderada, a terapia cognitiva ou esta terapia em conjugação com medicamentos.</p>
<p>O prognóstico é bom em relação à maior parte dos indivíduos, desde que tenham tratamento e vigilância adequados. O principal risco é o suicídio, cuja causa, em mais de 80% dos casos, é a depressão.</p>
<p><strong>Qual a eficácia da &#8220;terapia psicológica&#8221; que realizamos ?</strong></p>
<p>A eficácia da psicoterapia cognitivo- comportamental tem sido confirmada por muitos estudos nos últimos 20 anos. Os estudos indicam que a predisposição genética contribui apenas 16% para a depressão, e que os acontecimentos de vida são a causa mais importante, para a grande maioria das pessoas.</p>
<p>Os medicamentos são a forma mais comum de tratamento da depressão e há uma crença generalizada que são o tratamento mais eficaz. Mas esta crença não é confirmada por muitos estudos cuidadosamente conduzidos nas últimas décadas.  No caso da depressão ligeira a moderada, a terapia psicológica é tão ou mais eficaz que os medicamentos ( William G. Danton, Gurland Y. DeNelsky). A eficácia da terapia cognitivo- comportamental na depressão é notável, sendo mais eficaz que a farmacoterapia (Dobson, 1989).</p>
<p>Infelizmente ainda existe algum preconceito ou relutância em procurar ajuda para problemas emocionais, como a depressão. Os seus sintomas são vistos, habitualmente, como um sinal de fraqueza em vez de um sinal de que algo não está equilibrado e que é um sinal de auto-estima procurar ajuda, em vez de continuar sozinho num ciclo de auto-crítica ou negativismo.</p>
<p><strong>O que faz o psicólogo? Qual o papel da psicologia no tratamento da depressão?</strong></p>
<p>O modelo &#8220;cognitivo&#8221; da depressão afirma que os nossos pensamentos, crenças, comportamentos e bioquímica são todos componentes importantes dos transtornos depressivos. Cada abordagem de tratamento tem o seu &#8220;foco de conveniência&#8221;. O médico intervém a nível bioquímico, o psicólogo intervém nos pensamentos, crenças, afetos e comportamento. Quando mudamos os pensamentos depressivos, simultaneamente mudamos o humor, o comportamento e (provavelmente) a bioquímica. Uma &#8220;cognição&#8221; refere-se á forma como olhamos as coisas- é a forma como interpretamos o mundo. Nós sentimo-nos mais tristes ou mais felizes em função do que estamos a pensar num determinado momento. As pessoas deprimidas tendem a distorcer a realidade, vendo o mundo de uma forma peculiar. A terapia ajuda a reconhecer e a modificar os padrões de pensamento distorcidos, automáticos e irrealistas e substituir estas formas de pensamento por outras mais realistas e adaptadas à realidade.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Alguns dos pontos que se trabalham com a terapia são:</strong></p>
<p>&#8211; Identificar quais são os problemas da vida que estão a contribuir para a depressão. Identificar opções para o futuro e definir objetivos realistas a atingir, para melhorar o estado emocional.</p>
<p>&#8211; Compreender regras, pressupostos, padrões de pensamento que contribuem para um sentimento de depressão. Modificar crenças irracionais e improdutivas.</p>
<p>&#8211; Identificar as formas distorcidas de pensamento que contribuem para a tristeza e desesperança.</p>
<p>&#8211; Identificar outros padrões de pensamento e de comportamento que contribuam para manter a depressão. (Ex: Frequentemente, as pessoas deprimidas &#8220;aprendem&#8221; a isolar-se de outras pessoas ou a pensarem em acontecimentos negativos, de forma constante. Aprender  competências sociais ou programar actividades de prazer são metas frequentes de tratamento).</p>
<p>&#8211; Ajudar as pessoas a ganhar um sentido de controle da vida e a tirar prazer com as experiências de vida.</p>
<p><strong> Em que difere a terapia cognitiva de outros tipos de terapia?</strong></p>
<p>Na terapia cognitiva que realizamos, o terapeuta e o cliente têm um papel ativo, onde são trabalhados por ambos diversos problemas, com recurso a técnicas, estratégias e exercícios que deverá fazer entre as consultas. Enquanto que em alguns tipos de terapia o psicólogo têm um papel pouco ativo, onde o cliente pouco mais faz do que falar, na terapia cognitiva definem-se objetivos e formas de os atingir. Por entre um grande número de técnicas/ estratégias que são utilizadas, por exemplo, o cliente vai registar em folhas de exercícios os &#8220;pensamentos disfuncionais&#8221; e aumentar a consciência dos padrões de pensamento que utiliza:</p>
<p>&#8211; Catastrofização: pensar apenas no pior que pode vir a acontecer, sem ter em consideração outros desfechos possíveis. Acreditar que o que pode acontecer é insuportável, em vez de ver os acontecimentos em perspetiva.</p>
<p>&#8211; Filtro Mental: focar-se apenas em acontecimentos negativos e desvalorizar ou ignorar o positivo. Ex. Focar-se numa crítica que recebeu e ignorar e esquecer qualquer elogio. Centrar o pensamento numa pessoa com quem se zangou e esquecer ou desvalorizar os amigos que tem. Dar uma atenção desproporcional às situações de vida.</p>
<p>&#8211; Leitura Mental: Acreditar que sabe o que as pessoas pensam, como se estivesse a ler os pensamentos dos outros. Ex. Noto que todas as pessoas pensam mal de mim.</p>
<p>Depois são identificados temas de vida, atitudes, regras ou leituras sobre as pessoas e as situações de vida que em geral mantêm uma visão depressiva. A terapia pode então ensinar competências para lidar com os problemas mais comuns que mantêm a depressão que são:</p>
<p>&#8211; Desesperança: Acreditar que nada funciona ou vai funcionar. Aprender a ultrapassar a perda de esperança e pessimismo. Aprender a focar o pensamento no que é útil, eficaz, produtivo e prazeiroso.</p>
<p>&#8211; Rotulação: Acreditar que é um perdedor, sem valor. Nesta situação pretende-se gerir o auto- criticismo  e reduzir a ruminação dos pensamentos de que fez algo de errado ou que há algo de errado consigo. Ninguém é 100% errado ou 100% perfeito. Todos estamos neste continuum de aprendizagem e imperfeição.</p>
<p>&#8211; Perfecionismo, não suportar cometer erros. Aprender a separar a auto-estima do comportamento. O nosso valor não se mede pelo número de erros ou sucessos que atingimos!</p>
<p>&#8211; Desmotivação. Não ter energia para fazer nada. Trabalha-se a motivação em consulta e como se pode aumentar gradualmente a energia e o sentimento de estar a fazer algo produtivo.</p>
<p>&#8211; Ruminação. Estar constantemente a ruminar sobre o passado, sobre erros ou situações mal- sucedidas. Neste ponto trabalha-se em consulta formas de aceitação de emoções e pensamentos inúteis ( até que se evaporem!) e de focar o pensamanto em atitudes úteis.</p>
<p>&#8211; Isolamento. Não suportar estar sozinho (a) e não conseguir manter relações sociais satisfatórias. Talvez o aspecto mais importante na manutenção de bom estado de humor esteja na habilidade de desenvolver e manter boas relações sociais e pessoais.</p>
<p>Os nossos sentimentos são, sem dúvida, influenciados pelos acontecimentos de vida, pela nossa bio-química e por acontecimentos traumáticos do passado. Mas os nossos sentimentos não estão fora do nosso controlo. Podemos aprender a mudar a maneira de pensar e, consequentemente, a maneira de sentir. As mensagens que damos a nós próprios têm um grande impacto nas nossas emoções. A tristeza e depressão resultam muitas vezes de sentimentos de perda, acreditando que perdeu algo de importante para a auto- estima.</p>
<p>As pessoas que ultrapassam a depressão através da psicoterapia têm mais hipóteses de continuar bem e de não terem recaídas, em comparação com aquelas que só foram tratadas com anti-depressivos. Os medicamentos podem ser úteis para alguns indíviduos, especialmente nas depressões mais severas- combinados com a psicoterapia para um máximo efeito. (Burns, D. , 1999)</p>
<p>Bibliografia consultada (essencial):</p>
<p>Alford, B.A., Beck, A.T., The Integrative Power of Cognitive Therapy. The Guilford Press, 1998</p>
<p>Dobson,K.S. et al (2006) Manual de Terapias Cognitivo- comportamentais. Porto Alegre: Artes Médicas.</p>
<p>Fochtmann LJ, Gelenberg AJ: Guideline Watch: Practice Guideline for the Treatment of Patients With Major Depressive Disorder, 2nd Edition. (2005) Arlington, VA: American Psychiatric Association.</p>
<p>Leahy, Robert (2010) Beat the Blues before they beat you. Hay House Inc.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a Terapia Cognitiva pode mudar seu cérebro</title>
		<link>https://www.cemercaldasnovas.com.br/como-a-terapia-cognitiva-por-mudar-seu-cerebro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-a-terapia-cognitiva-por-mudar-seu-cerebro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[welcomemidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2015 22:40:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Já não é de hoje que sabemos a respeito da importância de se fazer uma “boa” psicoterapia em certas fases ou momentos de vida&#8230; Muito embora exista atualmente um número bastante expressivo de abordagens disponíveis no mercado (mais de 850 em uma última contagem), algumas delas frequentemente são mais estudadas e, por isso, amplamente testadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já não é de hoje que sabemos a respeito da importância de se fazer uma “boa” psicoterapia em certas fases ou momentos de vida&#8230;</p>
<p><span id="more-1744"></span></p>
<p>Muito embora exista atualmente um número bastante expressivo de abordagens disponíveis no mercado (mais de 850 em uma última contagem), algumas delas frequentemente são mais estudadas e, por isso, amplamente testadas em relação à sua eficácia terapêutica.</p>
<p>Nesse sentido, algumas linhas são consideradas mais indicadas em função de sua eficácia (capacidade de mudança), efetividade (duração da mudança) e, finalmente, por sua rapidez. Segundo uma publicação internacional intitulada “Evidências Clínicas” – um manual comparativo das variadas intervenções, – a terapia cognitiva é, segundo pesquisas, denominada como padrão-ouro e recomendada como a primeira opção de tratamento em quase 85% dos transtornos psiquiátricos.</p>
<p><strong>O que é a terapia cognitiva?</strong></p>
<p>Essa abordagem tem uma premissa central de que não são as situações que causam nossos problemas cotidianos, mas sim a forma como enxergamos as coisas. Eu explico: um dos pontos centrais que estão presentes nos períodos de desequilíbrio é a forma com que uma pessoa <em>interpreta</em> as situações de vida.</p>
<p>Nossos pensamentos, assim, quando ativados de maneira irracional, interferem em nosso funcionamento psicológico, podendo alterar dramaticamente a forma de reação de uma pessoa, o que obviamente também cria efeitos sobre o comportamento.</p>
<p>Imagine, por exemplo, uma pessoa que acredita que as situações sociais são, naturalmente, “muito ruins e constrangedoras”. Essa pessoa, em função desse seu pensamento desadaptativo, possivelmente irá experimentar doses maiores (do que seria esperado) de medo, fazendo então com que as situações públicas futuras sejam ainda mais evitadas. Como consequência, tal indivíduo irá comportar-se de forma cada vez mais fechada, reforçando, sem perceber, sua inabilidade social.</p>
<p>O resultado? Os eventos sociais se tornarão cada vez mais desconfortáveis ao gerar mais constrangimento e desconforto à pessoa. Ao ser observado por terceiros, por exemplo, ela exibirá um comportamento de esquiva, afastando e inibindo possíveis tentativas de contato e fazendo com que, ao final das contas, permaneça ainda mais sozinha, reforçando, portanto, sua ideia (ou crença) inicial de inabilidade social.</p>
<p><strong>Como trabalha a terapia cognitiva?</strong></p>
<p>A terapia cognitiva irá trabalhar no <em>aqui e no agora</em> junto aos pensamentos irracionais que um paciente relata e tentará, através de técnicas específicas, alterar o ciclo de interpretações viciadas – por isso então sua rapidez e efetividade enquanto modelo terapêutico.</p>
<p>Os padrões irracionais de pensamento (ou também chamados de “crenças”) são originários junto ao desenvolvimento infantil e se tornam uma poderosa lente interpretatória aos distorcer muitos dos significados pessoais.</p>
<p>Dessa forma, a psicoterapia é estruturada em forma de um plano de tratamento, de maneira a facilitar, para que o paciente comece a perceber, identificar esses erros de interpretação que se tornam disfuncionais. Anotações e diários de pensamento são encorajados como forma auxiliar desse processo de conscientização e de mudança individual.</p>
<p><strong>Como a terapia cognitiva afeta o cérebro?</strong></p>
<p>Padrões de ativação cerebral são observados em indivíduos que passam por sessões de terapia cognitiva. Dessa forma, ao se modificar os estilos de pensamento e de comportamento de um paciente, exames de PET-SCAN (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons) indicam que tais mudanças podem levar a alterações metabólicas significativas no cérebro de pacientes, por exemplo, que apresentam depressão maior ou transtorno obsessivo-compulsivo.</p>
<p>Portanto, mudar a mente através da terapia cognitiva, produz mudanças inevitáveis no cérebro, segundo um artigo publicado no periódico internacional <em>NeuroImage.</em></p>
<p>Além do mais, estudos têm mostrado que essa forma de terapia é, pelo menos, tão eficaz como é o medicamento para muitos tipos de transtornos de ansiedade e de humor (depressão).</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Assim sendo, desenvolver formas mais realistas de avaliar a realidade é um dos pontos centrais da terapia cognitiva.</p>
<p>Assim, quando aprendemos a aceitar mais calmamente um problema pessoal, não só nos sentimos melhor, mas geralmente estamos aptos a colocá-lo mais em perspectiva e em uma posição para fazer uso de nossa inteligência, conhecimento, energia e recursos para resolver a situação.</p>
<p>Se você ainda não fez um trabalho como a terapia cognitiva propõe, eu lhe recomendo: faça pelo menos uma vez, pois é efetivamente muito interessante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hellen Paula S. Azaff Rezende Trabalha com Terapia Cognitiva desde 2012, é formada pelo Instituto de Terapia Cognitiva de São Paulo-ITC</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A interferência da tecnologia sobre os cônjuges</title>
		<link>https://www.cemercaldasnovas.com.br/a-interferencia-da-tecnologia-sobre-os-conjuges/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-interferencia-da-tecnologia-sobre-os-conjuges</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[welcomemidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2015 22:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Bons eram os tempos em que os casais discutiam por dinheiro, filhos ou ainda pelas questões que envolviam a intimidade afetiva&#8230; Um novo estudo da Brigham Young University, intitulado “Technoference: The Interference of Technology in Couple Relationships and Implications for Women’s Personal and Relational Well-Being”, foi além, ao analisar como a tecnologia pode vir a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bons eram os tempos em que os casais discutiam por dinheiro, filhos ou ainda pelas questões que envolviam a intimidade afetiva&#8230;<span id="more-1741"></span></p>
<p>Um novo estudo da Brigham Young University, intitulado “Technoference: The Interference of Technology in Couple Relationships and Implications for Women’s Personal and Relational Well-Being”, foi além, ao analisar como a tecnologia pode vir a interferir nos relacionamentos.</p>
<p><strong>A investigação</strong></p>
<p>O estudo avaliou uma amostra de 143 mulheres, que viviam junto com seus parceiros “tecnológicos”, quando foram solicitadas a completar um questionário online a respeito.</p>
<p>A maioria das participantes declarou que os dispositivos tecnológicos (como computadores ou smartphones, por exemplo) foram responsáveis pelas interrupções mais constantes do casal nos momentos destinados ao lazer, conversas e as refeições conjuntas – momento, diga-se de passagem, em que se aprofundam muitas das questões pessoais.</p>
<p>Especificamente, os níveis mais elevados de interferência tecnológica (ou “technoference”) foram associados aos maiores escores de conflito no relacionamento e de menor satisfação geral com a vida a dois.</p>
<p>As participantes ainda relataram que:</p>
<p>– 62% afirmaram que a tecnologia interfere com o tempo livre do casal;</p>
<p>– 35% dizem que seu parceiro acessava o telefone enquanto conversavam, quando recebia uma notificação de mensagem;</p>
<p>– 25% disseram que seu parceiro ativamente enviava mensagens de texto a outras pessoas enquanto ocorriam as conversas entre o casal.</p>
<p>Para concluir, descobriu-se que a presença da perturbação tecnológica foi, com a passagem do tempo, um dos elementos mais associados aos relatos de depressão e de desapontamento geral com o relacionamento, segundo essas parceiras.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Antes de mais nada, vale dizer que a presente investigação é uma das primeiras a relatar o que a tecnologia pode realmente fazer com os cônjuges e não apenas com os usuários diretos dos aparelhos eletrônicos, o que já se conhece muito bem.</p>
<p>Talvez pareça exagero dizer que breves interrupções nas comunicações de um casal seriam ruins para a vida a dois, mas, na verdade, não é. Eu explico.</p>
<p>Quando usamos os eletrônicos, é muito comum que adentremos em um estado de consciência alterado, também denominado na literatura psicológica de “experiência de fluxo”. Tal vivência ocorre quando fazemos algo que é muito prazeroso e, ao mesmo tempo, gratificante. Dançarinos, jogadores de xadrez, alpinistas e todos aqueles que expressam grande concentração em uma atividade de sua preferência podem experimentar esse estado.</p>
<p>Tratando-se da tecnologia, é bem possível que ocorra exatamente o mesmo, ou seja, “sentimos” que ficamos pouco tempo “ausentes” quando, na verdade, perdemos a noção do tempo gasto, desagradando nossos parceiros que sentem exatamente o contrário: de que o tempo passa mais rapidamente.</p>
<p>Além disso, ao termos nossa atenção voltada para nossos eletrônicos, podemos transmitir a ideia de que a pessoa ao lado não nos é tão importante, provocando sentimentos de negligência e desconsideração contínuas.</p>
<p>Algumas dicas lhe podem ser úteis para lidar com esse tipo de situação:</p>
<p>– Coloque o telefone em outro lugar, tal como uma prateleira ou sobre alguma mesa mais distante, quando ao lado de seus cônjuges ou familiares;</p>
<p>– Se você precisa fazer algo que legitimamente seja importante ao telefone ou no computador, forneça uma explicação antes para que, em seguida, possa checar suas informações. E, finalmente:</p>
<p>– Não fique na defensiva quando for informado do excesso do uso – essa é uma forma de alguém lhe dizer que gostaria de mais atenção sua.</p>
<p>Pense nisso na próxima vez que for usar seu smartphone ou computador (e esteja, obviamente, ao lado de alguém). Podemos, sem perceber, estar aproximando as pessoas distantes, mas afastando as pessoas que estão próximas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é a Terapia Cognitivo-Comportamental?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[welcomemidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2015 02:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma linha de psicoterapia breve, proposta e desenvolvida por&#8230; A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma linha de psicoterapia breve, proposta e desenvolvida por Aaron Beck. Envolve um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de pensamento. Seu modelo cientificamente fundamentado apresenta eficácia comprovada através de estudos [&#8230;]]]></description>
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<p><span id="more-1729"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma linha de psicoterapia breve, proposta e desenvolvida por Aaron Beck. Envolve um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de pensamento. Seu modelo cientificamente fundamentado apresenta eficácia comprovada através de estudos empíricos. O tempo curto e limitado lhe confere a posição de abordagem de escolha em vários países. O processo pode levar de três a seis meses onde se trabalha a criação de estratégias para lidar com o sofrimento.<br />
Muitas evidências indicam a sua eficácia para diversos quadros como transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, fobias, abuso de substâncias, transtornos alimentares, problemas de casais, transtorno obsessivo-compulsivo, dor crônica, transtorno de personalidade, transtornos do sono e outros quadros.<br />
Os psicólogos cognitivo-comportamentais realizam periodicamente estudos científicos para comprovar a eficácia de suas ações. Os médicos cada vez mais reconhecem a importância da TCC e indicam seus pacientes para este tipo de tratamento.</p>
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